Não fique com bronca, leitor, mas a verdade é essa: um dos melhores programas humorísticos da atualidade é o CQC , oriundo da produtora Eyeworks-Cuatro Cabezas, que é da Argentina. Sem desmerecer o talento dos atores do Zorra Total, entre outros, a grande novidade do momento é assistir Marcelo Tas e Cia., com o humor ácido e reivindicatório do Custe o Que Custar, que vai ao ar pela TV Bandeirantes, toda segunda, às 22:15h.
O CQC (“ce-que-cê”, como já está ficando conhecido por aqui) é um resumo semanal de notícias que enfoca o que aconteceu no mundo artístico, político e esportivo, com tom crítico e humor ardido, permeado por comentários mais inteligentes sobre fatos recentes. Mais inteligentes porque, na falta de opção, a mídia o tem comparado, erroneamente, ao Pânico na TV, da RedeTV!.
Os dois programas têm linhas bem diferentes e não devem ser colocados no mesmo caldeirão por causa de seu único elemento em comum: o humor (que no caso do segundo, é bem duvidoso). A produção da Band não tem o perfil “escracho-pornochanchada” do “Pânico”, que causa náuseas principalmente entre as mulheres com tiradas e quadros grotescamente machistas, ao melhor estilo “cafetão”, que vende o staff feminino do programa pelo pedaço de carne: 3 kg de coxa, 2 kg de silicone, 3 kg de traseiro e por aí vai. No CQC, o humor não é burro e a presença do Marcelo Tas garante a tônica do show.
Tas está há mais de 25 anos no ar. Já trabalhou na Rede Globo e na TV Cultura, onde ficou famoso pelos personagens do Rá-Tim-Bum (Professor Tibúrcio) e do Castelo Rá-Tim-Bum (no quadro “Porque sim não é resposta”), tendo sido ator, diretor e roteirista dos mesmos. Também foi muito popular ao encarnar o repórter “Ernesto Varela”, onde já desempenhava a linha “perguntas desconcertantes” para famosos. Aliás, é mais ou menos por culpa desse personagem que começa a história do CQC no Brasil. Há alguns anos, Marcelo fez um especial sobre Buenos Aires para a TV Cultura e teve a oportunidade de conhecer a equipe original, comandada por Mario Pergolini, e um dos membros do time já conhecia seu trabalho na pele de “Ernesto”. A empatia foi imediata e não demorou muito para que Tas acabasse envolvido com o CQC brasileiro.
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