Criada em 1923, pelo presidente Washington Luiz, ainda com o nome de “Polícia de Estradas”, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), é uma das instituições públicas bem avaliadas pela população do país. Quase sempre as notícias sobre os agentes de bege são positivas, com o atendimento a acidentes, ou apreensões de drogas ou material de contrabando. Atualmente a PRF está espalhada por todo o Brasil, com 156 delegacias, 390 pontos de fiscalização, e um efetivo de mais de 8 mil homens, que patrulham 61 mil quilômetros da malha rodoviária federal.Mas nesta última semana, a TRIBUNA DO NORTE recebeu informações de que nem tudo estaria correto na PRF local. As denúncias dizem respeito principalmente a uma indústria de multas surgida e incentivada com a criação de uma lei que estabelece critérios para a avaliação dos agentes.
Em 1980, o decreto de número 84669 regulamentou a progressão funcional nos quadros da PRF, estabelecendo critérios para a avaliação de desempenho operacional. Através de pontos negativos e positivos, são contabilizados ações como apreensões de armas, ou um bom atendimento ao público tem um valor em pontuação. Um dos critérios é o de aplicação de multas. Quanto mais pontos o policial tem, maior a probabilidade de progressão na carreira, além de benesses, como escolher o mês das próprias férias. “Claro que é necessário estabelecer critérios para avaliar o policial. O problema é que o único critério que se observa atualmente é o número de multas”, disse Aurélio Rodrigues, diretor jurídico do SindPRF. Há de se levar em conta o fato de as atitudes de desempenho terem pontos diferenciados. Uma apreensão de arma vale 150 pontos, enquanto aplicar uma multa de infração gravíssima, vale 7. Mesmo assim, alguns policiais têm se destacado por terem se tornado verdadeiros campeões em multas aplicadas, conseguindo as vantagens previstas na norma. Tal fato já foi denunciado ao MPF, citando inclusive o posto onde o policial “vencedor” atuava. “É isso o que acontece. A tabela acabou criando um incentivo para a aplicação das multas”, ressaltou o agente Aurélio.
A bem da verdade, é muito mais fácil encontrar alguma irregularidade na documentação ou na atitude de um condutor, do que drogas ou armas escondidas no veículo. Multas podem ser Fonte: TRIBUNA DO NORTE
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